Visão atual: A Terra Fria Transmontana é um território de baixa densidade, com população envelhecida, propriedade muito fragmentada, solos pobres e clima rigoroso. O setor primário tem pouca escala e rendimento limitado, o que alimenta o êxodo e o abandono de terras. Esse abandono aumenta o risco de incêndio e a degradação da paisagem. Ao mesmo tempo, há ativos de valor, como a castanha, os produtos DOP/IGP e os serviços de ecossistema, mas o valor acrescentado perde-se muitas vezes fora da região.
Perspetiva do parceiro: Enquanto associação agro-florestal e ambiental, a ARBOREA vê o território como um recurso a gerir de forma coletiva e integrada, e não apenas parcela a parcela. Defende que a valorização da castanha e da floresta, a gestão conjunta da propriedade, o apoio técnico aos produtores e o acesso a financiamento são o caminho para fixar pessoas e prevenir incêndios.
Desafio: Como podemos transformar os recursos e as potencialidades da Terra Fria Transmontana em novas oportunidades económicas, sociais e ambientais que tornem o território mais atrativo para viver e trabalhar, valorizem os produtos e serviços locais e contribuam para a prevenção dos incêndios, superando os obstáculos associados à fragmentação da propriedade, às condições naturais adversas e à escassez de recursos?